Apresentamos nessa plataforma um instrumento que permite quantificar, a partir dos multiplicadores da Matriz Insumo-Produto (MIP) do estado do Rio de Janeiro, realizada pela Alerj em convênio com os departamentos de economia da universidade federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e universidade federal rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) para o ano de 2019, os resultados referentes aos impactos no PIB e no Valor Bruto da Produção estadual, bem como sobre a arrecadação de impostos e geração de empregos, advindos de variações na demanda de determinados setores.
O interesse na análise de insumo-produto se espalhou rapidamente após a Segunda Guerra Mundial. Atualmente, praticamente todas as nações desenvolvidas e muitos países em desenvolvimento mantêm contas satélites e, em especial, Tabelas de Recursos e Usos (TRUs) e Matrizes de Insumo-Produto (MIP) para complementar as informações das contas nacionais. A metodologia e suas aplicações, portanto, têm sido utilizadas tanto no planejamento de ações por parte do setor público quanto na tomada de decisões pelo mercado privado. O grande avanço apresentado pela Matriz Insumo-Produto em relação à análise usual de contas nacionais ou regionais é que, com ela, temos uma visualização das contas nacionais ou regionais de forma mais detalhada, com a quantificação das relações de compras e vendas realizadas entre os setores para sua atividade produtiva, ou seja, o consumo intermediário é aberto com as relações intersetoriais, permitindo análises de impacto setoriais sobre a economia como um todo.
A flexibilidade do modelo de insumo-produto tornou-o idealmente adequado para avaliações de questões de desenvolvimento econômico, bem como para construção de tabelas com multiplicadores de renda e emprego. Desde o trabalho seminal de Leontief, e compreendendo os primeiros 50 anos de aplicações da metodologia, no entanto, tem havido uma preocupação crescente com as consequências do desenvolvimento econômico.
Ao permitir analisar as relações intersetoriais de produção, os estudos de insumo-produto estiveram na vanguarda em termos metodológicos (e.g. mudança estrutural e análise de políticas), bem como em áreas temáticas importantes (e.g. energia e os impactos da tecnologia). Uma breve categorização dessas aplicações com a metodologia de insumo-produto pode ser resumida por:
No âmbito estadual, este instrumento serviu de insumo para análises da estrutura de compras e vendas setoriais, permitindo indicar os setores mais importantes para o encadeamento produtivo no estado, além de indicar o grau de dependência externa de insumos utilizados nas atividades produtivas aqui presentes. Uma outra aplicação importante foi a análise de impacto a partir dos multiplicadores da MIP da mesma forma como é possível realizar nessa ferramenta.