O modelo de gestão baseada em evidências aplica o conhecimento científico — advindo de diferentes áreas das ciências humanas e exatas — na formulação e no aperfeiçoamento de políticas públicas, programas e ações, tanto no desenho quanto na avaliação de sua efetividade. Assim, a continuidade ou pertinência de uma política pública decorre das evidências que demonstram sua real eficiência frente ao problema que busca resolver.
A partir de teorias científicas, é possível formular indicadores sociais, definidos por Paulo Jannuzzi como:
Indicadores sociais são medidas, em geral quantitativas, dotadas de significado social substantivo, usado para quantificar, qualificar ou operacionalizar um conceito social abstrato (crime, violência, desigualdade, faixa etária, sexo) de interesse teórico (para a pesquisa acadêmica) ou programático (para a formulação de políticas).
Um indicador social se detém a um recorte da realidade e, baseado em uma teoria, subsidia a análise e explicação de um fenômeno social. Pode ser produzido tanto por pesquisas quanto por registros administrativos — sobretudo com o avanço da informatização dos serviços públicos e da sistematização de bases de dados —, mas exige tratamento e interpretação adequados para se transformar em estatística, informação e conhecimento, subsidiando a tomada de decisão e o planejamento.
Um planejamento estratégico baseado em evidências científicas permite identificar melhor a conjuntura estadual, suas potencialidades e necessidades. A essência de uma política pública eficaz está no diagnóstico de problemas, riscos, capacidades e potencialidades — com base em dados de horizonte temporal amplo, diferentes facetas e detalhamentos específicos para cada caso —, garantindo uma solução customizada à realidade em que atua, considerando aspectos conjunturais e estruturais.