HORIZONTE DE LONGO PRAZO

Os desafios econômicos e sociais do Estado do Rio de Janeiro (ERJ) exigem respostas imediatas do setor público. Mas essa urgência por soluções rápidas afasta o gestor público da visão de longo prazo. Impõe-se, assim, um desafio duplo: atender às demandas imediatas e, ao mesmo tempo, construir estratégias que permitam ao Estado exercer seu papel indutor a longo prazo.

Como aponta Celso Furtado, "não há política de desenvolvimento se a ação do estado não se orienta de forma prioritária para a solução dos problemas sociais". Isso exige intencionalidade e impulso político deliberado, sustentados por base técnica que eleve a racionalidade das decisões coletivas. Cabe ao Estado resgatar seu papel de coordenação, pois, segundo Furtado, "a complexidade da tarefa que cabe a este realizar exige uma visão global, sincrônica e diacrônica, que só se obtém com o planejamento".

Pensar de forma sistêmica antecipa fatos e otimiza recursos escassos — e isso começa com um planejamento adequado à realidade do ente. Planejar é traçar um caminho para um objetivo: é a primeira função da administração e a base das demais. Por isso, um planejamento estratégico conectado aos demais instrumentos de planejamento público preserva a diretriz de longo prazo sem abrir mão do atendimento às demandas sociais imediatas.

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